Quem me segue nas redes sociais, sabe que o meu dia da Mulher, foi passado de uma forma diferente.
Passei este dia em Lisboa, na defesa da dignificação de uma profissão que Amo, mas que me desgasta profundamente e ultimamente tem me trazido mais tristezas do que alegrias.
Entrei em Enfermagem por Amor, por vocação, por gostar mesmo. E por isso, me dói tanto ver o que se passa com a minha paixão.
Não foi o dinheiro ou status que me moveram. Foi saber que posso fazer a diferença na vida das pessoas. Como enfermeira de bloco operatório, já o fiz várias vezes. Recordo cada rosto das pessoas que chegaram até mim em situações verdadeiramente críticas. Elas não se lembram do meu rosto. Sou um rosto anónimo e se calhar apagado da sua memória. Mas eu lembro-me bem de cada uma delas.
Mas, a verdade é que isso não chega. A minha profissão tem vindo a ser sucessivamente desvalorizada, espezinhada, humilhada e esquecida.
Há uns tempos, falava com uma psicóloga que
me dizia que tratava muitos filhos de enfermeiros. Só quem é enfermeiro vai perceber porquê. Não espero que o geral da população perceba. Mas espero que apreciem o que fazemos por todos.
Antes de ser Enfermeira, sou mulher e Mãe. Amo o que faço. Mas isso não me chega. Há coisas que não tem preço. Quem é Mãe percebe o que digo.
Só peço reconhecimento. Dignidade. Justiça.
Nunca soltarei a mão de ninguém. Só peço que não me falhem também.
E, no meio da multidão, do ruído, só peço a força e fé necessária, para saber sempre de onde venho e para onde quero ir!
❤❤❤

Olá!!!!
ResponderEliminarTambém lá estive... Que pena não te ter visto... Bjinhos!!!!
DiMaria
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