Fui a melhor aluna do meu curso de Licenciatura.
Tirei uma pós-graduação com distinção, com direito a realização de um poster cientifico que arrancou rasgados elogios do júri (Vera e Eva obrigado).
Sem falsa modéstia , sou boa naquilo que faço. Caramba. Muito boa!!!
Estou envolvida em projetos a nível nacional, que poucos conhecem (nem faço bandeira disso).
Mas, tenho de vos dizer...SEMPRE tive que trabalhar muito. Muito mais do que os meus pares do sexo oposto, para obter o mesmo reconhecimento.
Desde cedo percebi isso. Percebi que para ter as mesmas oportunidades teria de trabalhar o dobro ou o triplo. Desde os tempos da faculdade, e, com muita pena minha, 20 anos passados, continua tudo igual.
Recuso e abomino a ideia de que, sou o que sou, pelos meus belos olhos. Desculpem, mas não.
É trabalho e árduo.
Não vou para reuniões, formações e cursos "bater a pestana".Vou, da única maneira que sei: a dar sempre o melhor de mim.
E é a isso que se deve o meu sucesso. Ao meu empenho, dedicação, força e capacidade de trabalho.
Não é fácil lidar com uma mulher bem sucedida. Acho que as primeiras a não conseguirem lidar com isso são as próprias mulheres (falta-nos o empoderamento feminino), mas o sexo oposto também tem muita dificuldade (se tem).
Tive a sorte (ou talvez não pudesse ser de outra maneira), de arranjar um companheiro que partilha de uma visão menos redutora da mulher, que me ajuda na gestão da casa , deixando-me focar no meu trabalho. E isso é reciproco.
Não é sorte. Não é beleza. É trabalho.
É trabalhar quando todos dormem, é levantar quando ainda todos continuam a dormir. É a paixão que coloco em tudo o que faço. É acreditar no que faço.


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